Uma semana sem escrever e parece que vivi um mês sem vir aqui. Já chorei dias inteiros, já senti raiva, já te desejei o pior, já tive demonstrações de amizade incríveis, já tive opniões imparciais que me mostraram que não estava maluca (ao menos isso), se calhar passei vários estágios do "luto". Sim, porque isto é um luto. A pessoa que tu eras deixou de existir, vejo agora. Ou talvez tenhas sido sempre essa pessoa mas só agora te revelaste, fica-me a dúvida. Do que não me fica dúvida é na pessoa que te tornaste, porque quis a vida que eu visse as minhas costas e, deixa-me dizer-te, não gostei do que vi. A forma como reduzes quase uma década de relação faz-me pensar que pouco ficou para além do teu ego. O engraçado é que para mim ainda é surreal ter essa ideia de ti, de quem esperava ponderação e sobretudo respeito. Disseram-me que as relações se mostram no fim e não no princípio, mas se assim é, não sei o que fomos. Porque afinal, pouco preservaste do "nós" que um dia fomos. E hoje não sei quando foi afinal esse "dia".